Construindo a Ciência
O Trabalho Científico
Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
leobarretos@uol.com.br
"Devemos tomar cuidado
para extrair de uma experiência apenas o conhecimento que ela fornece --- e
parar aí; senão seremos como o gato que se senta na chapa quente de um fogão.
Ele nunca mais se sentará de novo na chapa quente de um fogão --- e isto está
bem; mas ele também nunca mais se sentará em uma chapa fria" (MARK
TWAIN).
Introdução - Carros eletro-solares
Que belo carro eletro-solar não!?
Que belo carro eletro-solar não!?
É comum que, veiculados pelos
meios de comunicação, tomemos conhecimento de novos descobrimentos os quais,
sem dúvida, nos causam profundas admirações. Por vezes ficamos a pensar e a nos
indagar: 'Como trabalham os homens e mulheres que realizam tais
descobrimentos?", "Que método seguem até chegar a obter certos
resultados que, além de aceitos e reconhecidos pelos cientistas do mundo todo,
se convertem em pontos de partida para aplicações importantes para a
humanidade?".
No exemplo acima, destacamos os
magníficos carros eletro-solares, que se movimentam convertendo energia solar
em energia elétrica e a seguir em energia mecânica. No que tais construtores se
basearam para obter energia elétrica a partir de energia solar? Como realizaram
tais trabalhos?
Pois bem, quem inicia sua vida
científica fazendo tais indagações, começou bem. Já está pronto para ser
apresentado ao Método que habitualmente caracterizam tais trabalhos de homens e
mulheres que participam da Construção da Ciência, e as reflexões sobre ele. Nos
itens a seguir descreveremos as principais características do trabalho próprio
das ciências experimentais, dos quais, Física e Química tomam parte.
O
trabalho científico é um trabalho planejado
O trabalho dos cientistas se
caracteriza por ser um trabalho muito bem planejado, com alguns objetivos
iniciais e algumas fases ou etapas que habitualmente, porém não sempre, ocorrem
em certa ordem, uma em continuação de outras. O trabalho planejado permite aos
cientistas abordar problemas, explicar fenômenos, realizar descobrimentos e
obter conclusões de caráter geral.
fenômeno
= qualquer modificação observável e passível de repetição.
O trabalho científico objetiva buscar soluções
O trabalho científico objetiva buscar soluções
Quando um cientista ou grupo de
cientistas trata de estudar algum fenômeno da Natureza, normalmente começa por
enquadra-lo como uma 'questão' cuja resposta ele desconhece. Ou seja, o homem
de ciência entende que a busca para a explicação de um fato é tal e qual à
apresentação do enunciado de um problema para o qual ele deve encontrar uma
solução.
Experimentos para Ensino Fundamental
1- Como saber se um ovo está cozido sem tirar a casca?
A solução é muito
simples: só precisamos fazer o ovo girar sobre a mesa. Se estiver cozido, girará
uniformemente por algum tempo descrevendo círculos. Se estiver cru, girará dando tombos,
seu movimento será errático e logo deixará de girar.
Explicação: No ovo cozido a distribuição de massa em seu interior não
muda a medida que gira. Se
ovo está cru a gema se movimentará em seu interior, mudando a distribuição de
sua massa, fazendo que o giro não seja uniforme.
2- O ponto cego
A retina é o tecido
nervoso que recobre a parte posterior do olho. Sobre ela se formam as imagens
que nos dão a sensação de visão. Está constituída por células especialmente
sensíveis à luz denominadas cones e bastonetes.A retina está conectada ao
cérebro por meio do nervo ótico. O ponto em que o nervo ótico se une à retina
se denomina ponto cego por carecer de células fotossensíveis.
Normalmente não percebemos o ponto cego porque ao ver um objeto com os dois olhos a parte do objeto que incide sobre o ponto cego de um dos olhos, incide sobre uma zona sensível do outro. Se fecharmos um olho tampouco teremos consciência da existência do ponto cego porque o cérebro normalmente nos engana e completa a parte que falta da imagem. Esta é a razão porque não era conhecida a existência do ponto cego até o século XVII.
Normalmente não percebemos o ponto cego porque ao ver um objeto com os dois olhos a parte do objeto que incide sobre o ponto cego de um dos olhos, incide sobre uma zona sensível do outro. Se fecharmos um olho tampouco teremos consciência da existência do ponto cego porque o cérebro normalmente nos engana e completa a parte que falta da imagem. Esta é a razão porque não era conhecida a existência do ponto cego até o século XVII.
Experimento para comprovar
a existência do ponto cego:
Em uma cartolina desenhe uma cruz e um círculo distanciados como na figura
abaixo.
Situe a cartolina a uns 20 centímetros
do olho direito. Feche
o olho esquerdo, olhe o X com o olho direito e aproxime
lentamente a cartolina.
Chegará um momento em que o círculo desaparecerá do campo de visão. Nesse momento sua imagem se formará no ponto cego. A seguir, aproximando ou distanciando a cartolina, o círculo volta a aparecer.
Chegará um momento em que o círculo desaparecerá do campo de visão. Nesse momento sua imagem se formará no ponto cego. A seguir, aproximando ou distanciando a cartolina, o círculo volta a aparecer.
3- Colisões com moedas
Um experimento
bastante simples, para você fazer em casa, e ensinar os mais velhos, inclusive
aqueles que estão para prestar exames vestibulares!
Você só precisa de moedas, uma superfície lisa, e se não tiver uma mira boa, pode usar réguas para enfileirar melhor as moedinhas.
Os fenômenos de colisão, ou choques, são bastante interessantes e não muito bem ensinados nas escolas. Um estudante ao final do segundo grau pode até dominar a teoria das colisões chamadas elásticas ou quase-elásticas, mas mesmo assim pode ter dificuldades em demonstrá-la!
Você só precisa de moedas, uma superfície lisa, e se não tiver uma mira boa, pode usar réguas para enfileirar melhor as moedinhas.
Os fenômenos de colisão, ou choques, são bastante interessantes e não muito bem ensinados nas escolas. Um estudante ao final do segundo grau pode até dominar a teoria das colisões chamadas elásticas ou quase-elásticas, mas mesmo assim pode ter dificuldades em demonstrá-la!
Veja como é simples: faça uma fila de moedas, como
indicado abaixo, e arremesse uma delas [situaçãoAntes] - o que acontece?
Existe uma transmissão
de energia da moedinha que bate na fileira, e passa para a seguinte,
a seguinte... até a última moedinha. É essa última moeda que sai da fileira com
a mesma energia da moedinha inicial [situação Depois] (desconsiderando,
é claro, a interferência do atrito).
Existe outra coisa que também se conserva: é chamada de quantidade de movimento e basicamente diz que, se tivermos moedas diferentes colidindo, a maior moeda vai desenvolver uma velocidade menor, se a menor inicialmente colidir com ela. E o contrário, como deve ser? Você pode fazer consultas sobre isso na Sala 05 do site Feira de Ciências do Prof. Léo cujo endereço é: www.feiradeciencias.com.br . Lá tem mais de 1500 experimentos para apresentar em sua feira de ciência escolar.
Existe outra coisa que também se conserva: é chamada de quantidade de movimento e basicamente diz que, se tivermos moedas diferentes colidindo, a maior moeda vai desenvolver uma velocidade menor, se a menor inicialmente colidir com ela. E o contrário, como deve ser? Você pode fazer consultas sobre isso na Sala 05 do site Feira de Ciências do Prof. Léo cujo endereço é: www.feiradeciencias.com.br . Lá tem mais de 1500 experimentos para apresentar em sua feira de ciência escolar.
4- Latinha Obediente
Material
necessário: uma lata
com tampa (tipo, leite em pó onde a tampa é de plástico), elástico de punho,
porca, parafuso, martelo, prego.
Tanto na base como na tampa de uma
lata, faça dois furos, como indicamos a seguir. Passe um elástico entre os
furos, como indicado na figura, e no centro de cruzamento desse elástico,
amarre um objeto pesado, como uma porca com parafuso, uma chumbada de pesca ou
qualquer outra coisa. Após colocada a tampa da lata em seu devido lugar, a
situação do elástico e do 'peso' deve ficar como ilustrado abaixo.
Agora role a latinha sobre o piso da
sala de aula e veja o que acontece!
O peso inserido modifica o centro de
gravidade do brinquedo que você montou, alterando o movimento.Você consegue
imaginar exatamente o que está acontecendo?
Explico: a inércia do 'peso' pendurado impede-o de girar; então é o elástico que gira e fica torcido. É esse elástico torcido que faz a lata voltar atrás.
Explico: a inércia do 'peso' pendurado impede-o de girar; então é o elástico que gira e fica torcido. É esse elástico torcido que faz a lata voltar atrás.
5- Passas Bailarinas!
Um truque realmente
engraçado você pode fazer fácil, fácil, e encantar os amigos. São as passas
bailarinas, que bailam ao sabor de bolhinhas de ar! Usaremos de um refrigerante
(guaraná, coca-cola, soda limonada etc.) e uvas passas. Corte-as ao meio e
coloque-as no saboroso líquido gaseificado de sua escolha. Você verá que elas
afundam e, em seguida, sobem e mergulham novamente, diversas vezes.
O que acontece?
Os refrigerantes
contém quantidade apreciável de gás CO2 (dióxido de carbono),
dissolvido no líquido sob pressão. Bolhas de gás formam-se na superfície da uva
passa, fazendo com que a densidade do conjunto se torne menor do que a do
líquido, e por isso ela sobe. Quando a passa atinge a superfície, parte das
bolhas estouram ou se desprendem e a densidade da passa torna-se então maior do
que a do líquido, e elas afundam. O processo se repete até que a quantidade de
bolhas formadas não sejam suficientes para que os pedaços de passas flutuem.
6- Construindo uma bússola
O primeiro a utilizar
uma bússola, segundo registros da história, foi Peter Peregrinus,
em 1269, mas mesmo ele não soube explicar por que uma bússola sempre aponta
para o Norte (pólo Sul magnético).
Somente William Gilbert (1544-1603) explicou satisfatoriamente o fenômeno, ao dizer que o planeta Terra funcionava como um enorme magneto!.
Você também pode fazer um, em casa, com material simples: uma agulha, rolha de cortiça, faca, um vasilhame com água e um imã de verdade.
Somente William Gilbert (1544-1603) explicou satisfatoriamente o fenômeno, ao dizer que o planeta Terra funcionava como um enorme magneto!.
Você também pode fazer um, em casa, com material simples: uma agulha, rolha de cortiça, faca, um vasilhame com água e um imã de verdade.
Primeiro, corte a rolha de cortiça com
mais ou menos 1 centímetro de altura, formando um disco. Faça um pequeno corte
diametral (não muito fundo) nesse disco para poder deixar a agulha fixa nessa
rolha de cortiça.
Depois magnetize a agulha, como ilustrado:
escolha uma das extremidades (a ponta mais fina da agulha, por exemplo) e por
umas 20 vezes, sempre no mesmo sentido, passe a agulha sobre um dos pólos do
ímã.
Só então fixe-a na cortiça e
coloque-os sobre um vasilhame com água. Mexa na cortiça: você verá que ela
sempre irá apontar para uma mesma direção: a direção norte-sul.
7- Colando gelo num barbante
Material
necessário: gelo,
bacia com água, barbante, sal e colher.
8- Uma sirene diferente
Você vai precisar de
um apito, barbante e um funil
Adapte à extremidade do funil um apito, como indicado na figura. Depois faça movimentos circulares, e note o tipo de som produzido. Por que a sirene faz este som? O que está acontecendo?
Adapte à extremidade do funil um apito, como indicado na figura. Depois faça movimentos circulares, e note o tipo de som produzido. Por que a sirene faz este som? O que está acontecendo?
Agora peça a um amigo para girar o
funil com o apito. Peça para ele correr de um lado a outro enquanto gira o
apito. Você deverá notar uma diferença bastante sensível no tipo de som
produzido. Parece com a sirene das ambulâncias tocando ao se aproximar e ao se
afastar de você. Este é um efeito muito interessante chamado Efeito
Doppler . Mas, enquanto você ouve estes dois sons, seu amigo que está
girando o apito, vai ouvir apenas um mesmo ruído. Dá para dizer por que?
9- Uma moeda que desaparece
Material
necessário: uma
moeda, um copo plástico opaco e água.
Procedimento: Coloca-se uma moeda no fundo do
recipiente, como indicado na figura A. A luz que sai da moeda se transmite em
linha reta e incide no olho. Ao baixar um pouco a posição do olho, a moeda
"desaparece", figura B. Ao adicionar água, mantendo a mesma posição
do olho, a moeda "reaparece", figura C.
Explicação: Quando o raio de luz proveniente da
moeda chega à superfície que separa a água do ar, há uma mudança na direção em
que se propaga. Como consequência dessa mudança de direção, volta-se a
ver a moeda.
Este fenômeno característico, não só da luz, mas de todo tipo de ondas, chama-se refração e ocorre sempre que uma onda passa de um meio a outro.
Este fenômeno característico, não só da luz, mas de todo tipo de ondas, chama-se refração e ocorre sempre que uma onda passa de um meio a outro.
10- Iceberg em miniatura
Muitos navegantes
enganam-se facilmente ao avistar as geleiras conhecidas
como icebergs . Até nós mesmos nos enganamos ao observar na TV
imagens de blocos de gelo flutuando: que mal haveria em colidir um barquinho
com uma pequena geleira destas?
O problema está na pequena diferença
entre as densidades do gelo e da água no estado líquido. Sete oitavos (7/8) de
gelo ficam abaixo da superfície do mar num iceberg. Quando olhamos, vemos
apenas 1/8 de todo o seu volume sobre a superfície!
Comprove este fato em casa, realizando um
experimento simples: encha um copo descartável com água e deixe-o na geladeira.
Depois coloque o gelo numa bacia com água e note o quanto de gelo fica acima da
superfície.
Você já deve saber que a água se
expande quando congelada. Então fica a pergunta para você responder: o que é
mais denso (ou seja, quem tem maior razão entre massa e volume) - a água ou o
gelo?
Referência:
http://www.feiradeciencias.com.br/sala02/02_pc_04.asp


















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