sábado, 2 de maio de 2015

Aula-fora



Aprender também fora da Escola

 


Lições de casa devem incluir atividades que relacionem os conteúdos disciplinares com questões atuais e com a vida dos estudantes.

Desde os primeiros anos do Ensino Fundamental até a conclusão da Educação Básica, espera-se que crianças e jovens desenvolvam conhecimentos e habilidades para se comunicar, compreender o mundo, fazer escolhas e desenvolver suas potencialidades. Esses conteúdos de instrução e formação, adequados à faixa etária de cada etapa escolar, são relacionados sempre que possível à vida e ao contexto dos alunos. Eles podem também ser objeto de atividades mais significativas e estimulantes do que os rotineiros deveres e tarefas de casa, pois é maior o envolvimento dos alunos quando o que se aprende na escola está associado ao que se faz fora dela. Tenho observado iniciativas de professores ou de escolas em que essa prática, muitas vezes articulada ao planejamento do ensino, alcança resultados encorajadores. 

Isso ocorre quando se mesclam conteúdos com atualidade, avaliações que verificam as habilidades -- mais do que a retenção de informações -- e atividades extraclasse com contexto real e objetivos claros, como nos exemplos que menciono a seguir. Uma criança no 4º ano pode ajudar a preparar e anotar a lista de compras semanais de sua família, e não somente descrever a mesma gravura que seus colegas descreverão. Junto com seus pais, pode fazer uma tabela dos produtos que faltam ou que estão se esgotando, anotando algumas informações, como sua natureza, a marca ou o tipo de vasilhame e a quantidade. Pode também acompanhar as compras, somando os valores e antecipando o total para não ultrapassar os recursos disponíveis. 

No 6º ou 7º ano, pode fazer um mapa de origem e deslocamento de seus familiares ou antepassados e descobrir por que migraram. Um questionário deve ser preparado com antecedência em classe, juntamente com a orientação para as entrevistas. As histórias, depois, são sistematizadas e apresentadas em classe. Já um jovem do 8º ano pode avaliar a relação entre a soma das horas sob o chuveiro e as contas mensais de água e energia e avaliar o impacto do uso de chuveiros e outros equipamentos de maior potência nas contas de sua casa e o peso delas no orçamento doméstico, assim como o custo do gás de cozinha ou do combustível do automóvel. Em classe, pode estudar a demanda de energia no país e das principais fontes energéticas disponíveis, como hidro-eletricidade, petróleo e biomassa. 

Mais do que nas tradicionais tarefas de casa, os próprios alunos e seus responsáveis podem acompanhar seu progresso nessas atividades, o que já constitui outra razão para adotá-las. Como são realizadas em diferentes circunstâncias, a avaliação delas não tem gabarito único: em sala de aula, as observações individuais são discutidas e sistematizadas para que o aprendido individualmente seja elaborado coletivamente. Por vezes, a lição pode demandar supervisão e atenção contra possíveis riscos. Mas o esforço se justifica por desenvolver a participação com protagonismo, inestimável para o desenvolvimento de cada estudante. 

A ampliação do conceito de tarefa, portanto, não se resume à maior eficiência, pois o trânsito de mão dupla entre conteúdos disciplinares e vivência real, entre a experiência de cada um e o aprendizado de todos, é um aprimoramento do sentido da Educação. 

Vale questionar por que essa prática não ocorre em toda escola ou com mais frequência. Talvez seja porque, exceto em "estudos do meio" típicos de certas disciplinas, prevaleça a ideia do dever de casa padronizado com respostas prontas, quando parece óbvio que alunos pouco interessados na escola possam se motivar por ações práticas fora dela. Mas as escolas que preveem, em seus projetos político-pedagógicos, o envolvimento de alunos, famílias e professores em atividades contextualizadas e com iniciativa como as citadas passam a atuar como verdadeiras comunidades de aprender.

Referência:


  • 4 maneiras de incentivar o aprendizado fora da sala de aula

Grande parte dos professores quer garantir que os estudantes aprendam em todos os momentos, inclusive fora da sala de aula. Contudo, as tarefas chatas e entediantes se mostram cada vez menos eficientes quanto a esse propósito. Por isso, é preciso buscar sempre novas maneiras de manter o interesse dos estudantes fora do horário de aulas. Se você está interessado nesse tipo de prática e não tem ideias para fazê-la funcionar, confira 4 maneiras simples de incentivar o aprendizado fora da sala de aula.



1°) Grupos de estudo.

Os grupos de estudo são uma ótima maneira de fortalecer os laços de amizade entre os estudantes e colocá-los para trabalhar em colaboração. Contudo, será necessária a supervisão de um professor para que o aprendizado seja efetivo. Deixe que os estudantes tirem suas dúvidas entre si. Seu papel será apenas guiar os tópicos de estudos, de maneira que o aprendizado não fique “solto”.

 

2°) Esportes.

 Por que não montar clubes de esportes após as aulas? Converse com o professor de educação física do seu colégio e, juntos, montem um plano que faça os estudantes aprenderem enquanto praticam esportes. O basquete, por exemplo, pode ser útil para que os professores de matemática trabalhem temas como parábolas, enquanto a natação pode funcionar para as aulas de biologia, mostrando como funcionam os órgãos do corpo humano. 

 

3°) Empreendimentos.   

  Esse tipo de projeto funciona melhor com estudantes mais velhos, mas negócios são uma ótima ferramenta de encorajamento para que os estudantes coloquem seus ensinamentos em prática fora da sala de aula. E isso vai além do conhecimento teórico. Pequenos empreendimentos ou startups podem ser úteis para trabalhar foco, objetivos e até mesmo o senso de responsabilidade. 



4°) Games  

 Talvez você acredite que os jogos não combinam com um ambiente de ensino, mas a verdade é que certos games podem desenvolver o aprendizado dos seus estudantes e ainda mantê-los interessados no conteúdo. Organize seu cronograma de aulas com horas extras para esse tipo de atividade. Isso vai garantir que seus estudantes mantenham o foco no conteúdo. 


Referência:

 http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2013/04/04/1014942/4-maneiras-incentivar-aprendizado-fora-da-sala-aula.html
                                      


 

 

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